Saiba como cuidar de seu pet em caso de reformas

É sempre muito importante se lembrar dos pets na hora de uma reforma ou mudança.

Por serem pequenos, não terem escolha sobre poder sair ou ficar no local e por terem bastante pelo, os peludinhos estão mais suscetíveis à problemas de saúde e de comportamento.

Assim, os problemas respiratórios são os mais frequentes, já que a quantidade de poeira que causa alergias é sempre alta. E a pior fase, nesse sentido, é a de demolição ou lixamento de paredes. Mas vale ressaltar que alguns animais doentes, idosos ou mais sensíveis, podem ter problemas, tanto em outras fases da obra, quanto quando ela é feita na casa de um vizinho. Por isso, é sempre bom estar atento. E o principal sintoma é a tosse.

Além disso, as doenças de pele também podem aparecer por consequência da poeira. Neste caso, o animal apresenta coceira forte em todo corpo e, por vezes, pode necessitar de cuidados mais intensos, já que é comum que, ao se coçar, o animal acabe machucando a pele, o que também pode levar à infecção.

E não para por aí: intoxicações com solventes de tinta também são comuns e elas causam intoxicações graves se inalados ou se em contato prolongado com a pele. Também podem acontecer queimaduras graves com ácidos que são muito utilizados para remoção de cimentos ou rejunte nos pisos, comumente feito na finalização das obras.

Também é comum que vários materiais, que se tornam perigosos aos animais, fiquem espalhados pelo chão, como fios de nylon, lascas de madeira, fio elétrico, entre outros. Isso, porque o bichinho pode ingerir tais materiais, o que pode levar à complicações intestinais. E materiais como pregos, cacos de vidro e pontas de ferro também podem causar machucados ao peludinho.

Além disso, a comum presença de andaimes e escadas também oferecem risco, já que são associados à quedas e fugas, especialmente aos gatos, que adoram escalar e ficar em lugares altos. Lembrando que andaimes não possuem proteção lateral e, muitas vezes, não estão bem presos, representando um alto risco.

E não são só apenas os danos físicos que podem atingir os bichinhos. O trauma comportamental também deve ser levado em consideração.

Por vezes, a presença de estranhos pode até ser diversão para alguns animais, mas para uma grande parte de gatos e cães, isso é um tormento! Nesses casos, é comum a lambedura compulsiva da pelagem. Fique atento a esse sinal: o animal começa a se lamber sem parar, podendo ou não arrancar os pelos do corpo.

No caso dos gatos, aqueles que apresentam a chamada dermatite psicogênica, costumam apresentar falhas na pelagem, especialmente no dorso, laterais do corpo e barriga. E, para os felinos, vale ressaltar que o estresse é ainda maior. Eles são animais semi-sociais, de forma que quase todos não gostam de pessoas estranhas em casa, principalmente quando o barulho da reforma vem junto com as pessoas.

Assim, os gatos perdem o apetite e passam a maior parte do dia escondidos dentro de um armário ou gaveta. Para esses bichinhos, o nível de estresse é extremamente alto e, por isso, você deve ficar bem atento. Além do grande estresse, esses comportamentos podem levar a problemas urinários e renais, mesmo algumas semanas após o término da reforma. É preciso entender que a manifestação pode ser tardia.

Mas, apesar da gravidade, existem maneiras de minimizar esses problemas com os animais durante as reformas.

Um exemplo é o fato de você poder decidir se mantém ou não o pet na mesma casa durante essa fase. E, caso escolha por retirá-lo, o recomendado é que ele fique na casa de alguém que já conhece e que tenha muita experiência com gatos. Evite os hotéis mistos (aqueles que mantém cães e outros gatos).

No entanto, no caso do gatinho, se não for possível retirá-lo de casa, separe um cômodo que não está sendo reformado para que o gato fique durante o período de reforma. Vale lembrar que cômodo não precisa ser grande, mas deve ser totalmente fechado ou com telas nas janelas, para evitar fugas nos momentos de medo.

Além disso, é claro que você precisa oferecer todo o conforto necessário para seu bichinho. Também verifique, todos os dias, a quantidade de pó no local e providencie limpeza diária para evitar asma ou coceira. Neste local, deixe uma caminha e/ou toca, caixa sanitária, arranhador e vasilhas com água e comida. Lembrando que, se você possui muitos gatos, é preciso ter cuidado com as brigas, já que, com o estresse, podem ser desencadeados desentendimentos.

Outra dica importante é escolher as tintas à base de água, uma vez que elas são facilmente removidas da pelagem. E atenção: caso o gato se suje em alguma parede recém pintada, jamais aplique solvente nos peludinhos. Em caso de contato da pele do animal com solvente, tinta à base de óleo ou qualquer produto supostamente tóxico, leve-o imediatamente ao veterinário para tratamento e remoção adequada. Faça o mesmo se o gato apresentar tosse ou coceira durante os dias de obra. Lembrando, é claro, que não é recomendado medicar o animal sem a prescrição de um veterinário.

E não é só isso: se o pet apresentar vômitos e/ou dificuldade de engolir alimentos, a atenção deve ser redobrada, pois ele pode ter engolido um objeto oriundo da reforma. Assim, neste caso, ele também deve ser levado ao veterinário e você deve comunicar o profissional sobre a obra que está sendo realizada em casa.

Cuide bem de seu peludinho e conte com a veterinária do Pet Shop Júnior para consultas ou dúvidas acerca do assunto!